• Dra Cleonir de Moraes Lui Beck

Entenda o que mudou no Calendário Nacional de Vacinação em 2016.


Mudou o esquema de vacinação contra HPV, pólio, meningite e pneumonia oferecidas nos postos de saúde de todo o país, pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Os postos de saúde de todo o país já estão com novo calendário de vacinação para 2016. Foram alteradas doses de reforço para vacinas infantis contra meningite e pneumonia, além do esquema vacinal da poliomielite e o número e doses da vacina de HPV, que não será mais oferecida a terceira dose. As mudanças, realizadas pelo Ministério da Saúde, começaram a valer a partir do dia 04/01/2016.

Vale salientar que as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) não sofreram modificações. E assim, os esquemas oferecidos em clínicas particulares não foram alterados.

Um das principais mudanças é na vacina papiloma vírus humano (HPV). O esquema vacinal passa para duas doses, sendo que a menina deve receber a segunda seis meses após a primeira, deixando de ser administrada a terceira dose. O Ministério da Saúde se baseou em estudos recentes, que mostram que o esquema com duas doses apresenta uma resposta de anticorpos em meninas saudáveis de 9 a 14 anos não inferior quando comparada com a resposta imune de mulheres de 15 a 25 anos que receberam três doses. Além deste fato, aumentar a adesão ao esquema vacinal. As mulheres vivendo com HIV entre de 9 a 26 anos devem continuar recebendo o esquema de três doses.

Para os bebês, a principal diferença será a redução de uma dose na vacina pneumocócica 10 valente para pneumonia, que a partir de agora será aplicada em duas doses, aos 2 e 4 meses, seguida de reforço preferencialmente aos 12 meses, mas poderá ser tomado até os 4 anos. Essa recomendação também foi tomada em virtude dos estudos mostrarem que o esquema de duas doses mais um reforço tem a mesma efetividade do esquema três doses mais um reforço.

PÓLIO – Já a terceira dose da vacina contra poliomielite, administrada aos seis meses, deixa de ser oral e passa a ser injetável. A mudança é uma nova etapa para o uso exclusivo da vacina inativada (injetável) na prevenção contra a paralisia infantil, tendo em vista a proximidade da erradicação mundial da doença. No Brasil, o último caso foi em 1989.

A partir de agora, a criança recebe as três primeiras doses do esquema – aos dois, quatro e seis meses de vida – com a vacina inativada poliomielite (VIP), de forma injetável. Já a vacina oral poliomielite (VOP) continua sendo administrada como reforço aos 15 meses, quatro anos e anua

mente durante a campanha nacional, para crianças de um a quatro anos.

Também haverá mudança da vacina meningocócica C (conjugada), que protege as crianças contra meningite causada pelo meningococo C. O reforço, que anteriormente era aplicado aos 15 meses, passa a ser aplicado aos 12 meses, preferencialmente, podendo ser feito até os 4 anos. As primeiras doses da meningocócica continuam sendo realizadas aos 3 e 5 meses.

Veja o esquema da mudança, gentilmente cedidado pela Dra Letícia Aki Watanabe:

O esquema de vacinação foi alterado para as aplicações realizadas em postos de saúde. A rede privada continua seguindo as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Entenda como ficaram as alterações feitas pelo PNI e quais são as recomendações vigentes da SBP e da SBIm:

Fontes:

Ministério da Saúde

Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)

Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm)

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